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Estudantes do IMS em Cabinda apresentam estudo sobre VIH e Tuberculose.

  A comunidade da província de Cabinda pode agora contar com três novas colaboradoras recém formadas na opção de enfermagem geral, pelo Instituto Médio de Saúde de Cabinda, nomeadamente, Cristina Mavungo, Mariquinha Kitoco e Paula Nsuka, com idades entre os 19 e os 20 anos.

A cerimónia de consagração das estudantes com o título de enfermeiras aconteceu na manhã de sexta-feira, dia 8 de Dezembro do corrente ano, tendo, na ocasião as finalistas, apresentado o trabalho de pesquisa sobre “As barreiras e a prevenção de transmissão vertical e adesão ao tratamento da tuberculose nos municípios de Cabinda e Cacongo na província de Cabinda” com a finalidade de Contribuir na redução da propagação da SIDA e Tuberculose na província.

No final da apresentação do estudo, as enfermeiras apresentam conclusões que visam a mitigação do impacto do VIH/SIDA na província.

As estudantes que tiveram como fonte de inspiração do estudo apresentado as actividades desenvolvidas pelo FOJASSIDA nos municípios de Cabinda e Cacongo, pretendendo – segundo elas – com este estudo contribuir, quer na redução da propagação da SIDA, quer na taxa de abandono do tratamento da tuberculose, quer como aumentar a adesão ao tratamento ARV para mulheres grávidas que vivem com VIH e crianças expostas ao VIH nos Municípios de Cabinda e Cacongo.

As informações produzidas com o estudo evidenciam amostras sobre a população que tem um nível médio de conhecimentos sobre a prevenção da transmissão vertical. Isto significa que se pode notar que muitas mamãs grávidas seropositivas, pese embora não  aderirem o programa,  e terem  seus bebé em casa, elas dão uma grande importância ao programa porque conhecem os seus estados serológicos.

Ilustraram igualmente que muitas mulheres grávidas não têm conhecimento das barreiras de prevenção, muito embora terem bom níveis de conhecimento do tratamento Anti-retroviral para mulher grávida. Elas sabem que não se pode abandonar o tratamento do VIH e da Tuberculose, apesar de terem fraca enformação sobre a tuberculose.

Quanto à observação dos dados da Província, o estudo notou que existe um bom número das pessoas que abandonam o tratamento, têm poucas informações sobre o aleitamento materno da criança com a mãe seropositiva, assim como têm poucos conhecimentos em relação ao aleitamento materno exclusivo.

Estudos indicam que Cabinda tem um índice de prevalência do VIH na ordem dos 3%. O FOJASSIDA é uma Organização da Sociedade Civil que, em parceria do Instituto Nacional de Luta Contra o SIDA implementa projecto sobre VIH/SIDA na província de Cabinda, tendo atingido com suas acções em 2017 mais de 250 trabalhadoras de sexo, 500 camionistas e 500 polícias, e mais de 5000 jovens.

Dada a importância que representa os resultados do estudo apresentado pelas jovens, o Director Geral desta Organização Não Governamental descolou-se de Luanda para Cabinda, para testemunhar a apresentação do estudo.

No final de apresentação, o presidente da equipa composta por três Júris, Dr. Tomás Vasco Bongo divulgados a pontuação das finalistas com a média de 16,3 valores, tendo encorajado as estudantes no sentido de continuarem a realizarem estudos do género e ajudarem a província a crescer livre da pandemia do VIH/SIDA.